Laboratório Estratégico para o Turismo - Tendências & Agenda Internacional

No passado dia 13 de outubro de 2016 realizou-se no Porto, na Escola de Hotelaria e Turismo, o oitavo Laboratório Estratégico de Turismo, segundo temático, que contou com a participação de vários atores, nomeadamente, Escolas, Universidades, Municípios, empresários de vários sectores de atividade (hotelaria, animação, entre outros).

Os LET são espaços de discussão que promovem a partilha de conhecimento, a identificação de áreas críticas e o desenho de soluções, bem como a delimitação de prioridades estratégicas, visando a obtenção de contributos para a Estratégia para o Turismo 2027.

 

CONSULTE AQUI, o documento da apresentação do Laboratório Estratégico para o Turismo Temático - Tendências & Agenda Internacional

 

Excertos de algumas intervenções no LET TAI:

 

“O crescimento aéreo vai duplicar no próximo ano.”

“Os hubs do Médio Oriente já estão desenvolvidos e espera-se que aumente significativamente – têm hubs absolutamente fenomenais e difíceis de combater.”

“O cliente procura ofertas altamente personalizadas.”

“Não vale a pena insistirmos nas imagens estáticas, mas sim investir em conteúdos enriquecedores – por ex, realidade aumentada.”

“A europa é a região que gerará mais chegadas internacionais, embora seja evidente o aumento da importância da região Ásia/Pacífico.”

“Os turistas querem viver uma experiência – já não vamos aos destinos por causa dos destinos – é, efetivamente, o «eu estive lá» e ter essa experiência que é muito mais importante do que trazer bens. Interessa-nos saborear experiências, mais do que trazer bens tangíveis, o que implica dispor de um serviço hiperpersonalizado.”

António Loureiro – Regional Manager - Portugal & Spain Travelport

 

“Precisamos de fortes competências e capacidades – são estas as bases para um bom serviço.”

“O Brasil e os EUA são atualmente os segmentos críticos para a hotelaria.”

“Há turistas que ficam espantados e surpreendidos com o que descobrem em Portugal.”

“É crucial introduzir conteúdos originais e únicos adaptados a cada destino.”

“Os millennials vieram para ficar e para mudar paradigmas – conexão, emoção, personalização é o mais importante para eles.”

“A economia partilhada comporta diferentes alternativas para integrar estas mudanças que estão a ser integradas nos hotéis. Estou otimista quanto a estas mudanças e integração.”

Eric Vhiale – Intercontinental Group Hotels,  Area General Manager Porto

 

 “A maior tendência do setor dos negócios e eventos é a tecnologia e a forma como as pessoas estão nos eventos – sessões mais curtas, workshops mais informais de discussão, etc.”

“Muitas vezes a informalidade é que constrói o negócio.”

“É com parcerias e colaboração entre empresas (aparentemente concorrentes) que se conseguem melhores empresas e melhores competências – é através destas parcerias e da criatividade que conseguimos manter a sustentabilidade e chegar ao mercado de outra forma.”

“A meeting industry mudou radicalmente. São os congressos «divertidos». São esses elementos adicionais que fazem com que as pessoas voltem.”

“O trabalho em rede na meeting industry é fundamental especialmente para competir no mercado internacional e aqui temos algumas lacunas. A cooperação entre empresas é a tendência de futuro no setor.”

“Importa potenciar os congressos em todo o país que tem enorme potencial para explorar, especialmente, o Porto – cidade que em 2017 receberá o maior evento de congressos mundial e Coimbra, em que tem grande importância do Cluster saúde.”

João Paulo Oliveira –Leading, Managing Partner

 

“Estes anos bons permitem dar oxigénio à tesouraria da hotelaria, mas não permitem investimentos.”

“Para se modernizarem e competirem, as empresas precisam de investimento designadamente na economia digital, na produção e na gestão.”

“A cultura do serviço tem que estar presente desde o empresário até ao serviço de mesa – é o grande desafio para a próxima década.”

Cristina Siza Vieira – Presidente Executiva da AHP

 

“O turismo de natureza pode dar um contributo interessante para minimizar as assimetrias regionais.”

João Pereira –Escola Superior de Desporto e Lazer do Instituto Politécnico de Viana do Castelo

 

“É pertinente de desenvolver uma estratégia de longo prazo para o turismo, como é o caso da ET27, sendo também muito positiva, a forma de participação e auscultação pública que tem vindo a ser desenvolvida.”

“O turismo é um «contribuidor» significativo nas economias desenvolvidas, trazendo muitos benefícios à economia doméstica.”

“É muito importante melhorar as estatísticas do turismo.”

“A chave para o sucesso a longo prazo está na cooperação interministerial e no facto de as pessoas compreenderem os objetivos do turismo.”

“Importa também cruzar a estratégia do turismo com estratégias de longo prazo de outros âmbitos, como o social.”

Alain Dupeyras – OCDE – Chief of Unit Empreendedorismo, PME e Desenvolvimento local

 

Fotos da Sessão:

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