Laboratório Estratégico para o Turismo do Alentejo

No passado dia 13 de setembro de 2016 realizou-se em Évora, no Évora Hotel, o quinto Laboratório Estratégico de Turismo, no Alentejo, que contou com a participação de vários atores da região, nomeadamente, o Turismo do Alentejo, a CCDR Alentejo,  Municípios, Universidade de Évora, Instituto Politécnico de Portalegre, empresários de vários sectores de atividade (hotelaria, animação, entre outros), associações empresariais (designadamente, ADHP, APECATE, AHA, NERBE/AEBAL), operadores e entidades culturais da região.

Os LET são espaços de discussão que promovem a partilha de conhecimento, a identificação de áreas críticas e o desenho de soluções, bem como a delimitação de prioridades estratégicas, visando a obtenção de contributos para a Estratégia para o Turismo 2027.

 

CONSULTE AQUI, o documento da apresentação do Laboratório Estratégico para o Turismo do Alentejo.

 

Excertos de algumas intervenções no LET do Alentejo:

 

“O crescimento turístico da Região do Alentejo e Ribatejo teve por base o valor e a excelência e não a política de preços baixos.”

“Devem ser criadas redes de oferta para estruturar e promover internacionalmente o produto. Ninguém constrói um destino sozinho.”

“Os primeiros promotores turísticos são aqueles que vivem nas regiões – são os primeiros a transmitir os valores, a cultura, a excelência.”

“Sou contra uma política avulsa. Não há desenvolvimento dos territórios sem planeamento.”

“A agenda da identidade é decisiva. As recentes decisões UNESCO (Chocalho e Cante Alentejano) não surgem do nada. Foram resultado de uma estratégia de implementação identitária que foi pensada e maturada ao longo dos 5 anos que demoram estas deliberações a ser proferidas.”

“Também é importante ter consciência que não há promoção sem produto e serviço. Tem de haver duas linhas de atuação que anda a par. Promoção e estruturação de produto.”

Ceia da Silva – Presidente ERT-RA

 

 “O turismo é um setor fundamental para o desenvolvimento da Região do Alentejo, apresentando atualmente uma dinâmica muito positiva.”

Roberto Grilo – Presidente da CCDR-Alentejo

 

 “A Região do Alentejo é uma região que evidencia notoriedade nacional, mas que internacionalmente carece de afirmação, fundamentalmente por a procura turística se centrar no produto "sol e mar".”

“A afirmação e desenvolvimento da Região passa, fundamentalmente, pela autenticidade, constituindo o turismo imobiliário uma ameaça a essa autenticidade, a qual deve privilegiar a qualidade e a modernidade.”

“É fundamental a monitorização e acompanhamento da ET 2027, por forma a poder-se pontualmente alterá-la e proceder à sua correção.”

“A organizações regionais de turismo têm de se relacionar entre si e com o apoio do Turismo de Portugal.”

“Dever-se-á apostar na uniformização da promoção internacional agregada no "chapéu" Portugal.”

“Monitorizar implica flexibilização – a ET 27 tem que ser perfeitamente flexível.”

Vitor Silva – ARPT Alentejo

 

 “Portugal tem um problema estrutural: comunicar o que temos e o que somos.”

“O Alentejo teve a inteligência de perceber que tem algo único.”

Marta Galvão de Melo – Herdade da Chaminé (Monforte)

 

“No Alentejo o turismo científico é muito importante e a Universidade de Évora tem parte ativa neste domínio. Deverá haver uma aposta na transferência do conhecimento das universidades para as empresas e na preservação do património cultural e na exploração do turismo científico.”

Ausenda Balbino – Vice-reitora da Universidade de Évora

 

 “Os desafios pessoas e sazonalidade são os mais prementes. Importa criar condições para o Alentejo «ser todo o ano» através, por exemplo, do turismo científico e importa também dignificar as profissões na hotelaria porque é muito difícil encontrar pessoas para trabalhar no ramo.”

“Aposta na colaboração inter-regiões para a promoção internacional.”

Maria Carapinha – Convento do Espinheiro

 

 “No que respeita a acessibilidades cumpre melhorar as ligações ferroviárias e aéreas inter-regionais e internacionais, designadamente, a Lisboa e a Espanha e dinamizar o  aeroporto de Beja.”

“Mobilidade regional – sem transporte próprio é difícil a deslocação célere na região através de transportes públicos.”

“Quanto à mobilidade reduzida esta não se resume a quem se desloca em cadeira e rodas. Há que pensar no sénior e na acessibilidade aos hotéis e espaços urbanos.”

“Deveremos também apostar nos alunos ERASMUS como promotores turísticos nos seus países de origem.”

Vicente Sá – Bloco de Esquerda

 

 “Importa apostar na profissionalização e emprego, por forma a assegurar uma prestação de serviços de excelência aos clientes.”

Isabel Guerreiro - Pousadas do Alentejo

 

 “Há que quantificar o turismo cultural.”

“Importa estruturar os conteúdos na Região e para estruturar é necessário qualificar.”

“As pessoas procuram um tema materializado num produto turístico para o qual compram bilhete.”

Catarina Valença – APECATE

 

 “O principal foco da Região do Alentejo e Ribatejo deve centrar-se na pouca notoriedade que a região apresenta.”

“Aposta na estabilidade das políticas é fundamental para o desenvolvimento.”

“Os planos devem ser abertos e não restringir as entidades regionais, mas assegurar a coordenação de ações.”

 

Vítor Barbosa – Presidente do NERE - Núcleo Empresarial da Região do Alentejo

 

 “O setor da hotelaria carateriza-se pela falta de qualificações dos seus profissionais e baixos rendimentos de remunerações. É por isso importante dignificar as profissões do setor hoteleiro.”

Miguel Breyner - Diretor Évora Hotel e Membro da Associação dos Diretores de Hotéis

 

 “A ET 27 deverá contemplar o turismo criativo aproveitando as sinergias com as indústrias criativas, apontadas como uma prioridade na RIS3 Alentejo.”

“ET 27 deverá contemplar as dinâmicas sociais em Portugal como o envelhecimento no que respeita a acessibilidades e cuidados médicos.”

Ana Maria Ferreira – Diretora do Mestrado de Turismo da Universidade de Évora

 

 “Aposta em parcerias entre as escolas e o setor empresarial, que permitam a transferência de conhecimento para a sociedade.”

Luís Miguel Cardoso – Diretor da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre

 

Fotos da Sessão:

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