Laboratório Estratégico para o Turismo de Lisboa

No passado dia 15 de setembro de 2016 realizou-se em Lisboa, na Escola de Hotelaria e Turismo, o sexto Laboratório Estratégico de Turismo, no Alentejo, que contou com a participação de vários atores da região, nomeadamente, a Entidade Regional do Turismo da Região de Lisboa, a CCDR-LVT,  Municípios, empresários de vários sectores de atividade (hotelaria, animação, entre outros), associações empresariais (designadamente, AHRESP, APECATE), operadores da região.

Os LET são espaços de discussão que promovem a partilha de conhecimento, a identificação de áreas críticas e o desenho de soluções, bem como a delimitação de prioridades estratégicas, visando a obtenção de contributos para a Estratégia para o Turismo 2027.

 

CONSULTE AQUI, o documento da apresentação do Laboratório Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa.

 

Excertos de algumas intervenções no LET de Lisboa:

 

“Não existe excesso de turismo na região de Lisboa, a "turistificação" é uma falsa questão.”

“A cidade de Lisboa está muito longe da capacidade de carga esperada e sustentável. Não há excesso de turismo. Importa sim melhorar a gestão urbana e a qualidade dos serviços que são prestados a turistas e a residentes.”

“Não concordo com a transferência dos fluxos turísticos do litoral para o interior, apesar de concordar com a coesão inter-regional.”

“Entre 2010 e 2015 foram reabilitados 200 edifícios em Lisboa por causa do turismo.”

“É preciso voltar aos anos 80 para ter a mesma densidade populacional.”

“A estratégia do estado em vez de retirar carga de uns sítios para os outros deve promover o turismo em outras regiões, mas não «desconcentrando» a procura. Importa também sustentar o turismo nas regiões em que este é forte.”

“No que respeita ao financiamento para o turismo em Lisboa, existe dificuldade em obter fundos.”

Vitor Costa – Presidente da ERT Lisboa e Diretor-Geral ATL

 

“É aposta da CCDR-LVT a dinamização do setor do turismo nas áreas da formação, qualificação e internacionalização.”

“Quero saudar o trabalho que está a ser feito no âmbito da estratégia de turismo 2027, como também dinamizar propostas em turismo, sobretudo, relacionadas com a formação, qualificação, investigação e desenvolvimento, enquanto pilares-chave dos eixos I e II do PO Lisboa.”

João Manuel Teixeira – Presidente da CCDR-LVT

 

“Houve um melhoramento evidente das acessibilidades na região de Lisboa. Seria bom que os turistas se pudessem «transferir» e dormir também nos concelhos limítrofes, como é o caso de Mafra.”

Célia Batalha Fernandes – Vereadora do pelouro do turismo da Câmara Municipal de Mafra

 

“O turismo deve exigir mais valores estatísticos ao INE e ao BdP.”

“O setor da restauração e bebidas criou no último ano 28.000 novos postos de trabalho, isto depois do sinal da reposição do IVA na restauração e da manutenção desta taxa em 2017.”

“É necessário apostar na recapitalização das empresas do setor turístico (PME e microempresas).”

“Está a entrar em vigor o projeto-piloto de um programa de alojamento local em Lisboa – Quality – o alojamento local é válido e não pode ser descurado.”

“Em relação ao emprego, pessoas e diversificação de carreiras, importa dignificar a profissão de empregado de mesa – dar-lhe mais prestígio, porque são eles que são a cara do nosso turismo. Não basta ter uma boa oferta se o empregado de mesa não a sabe explicar.”

José Manuel Esteves – Diretor Geral da AHRESP

 

 “A ET 27 não contempla nada específico para o turismo de compras. Espanha tem um plano específico para esta área há um ano e meio.”

Renato Leite – Global Blue tax free

 

“Deve-se apostar na organização e melhoria da mobilidade e sinalética e no turismo de saúde como combate à sazonalidade nos concelhos limítrofes.”

Helena Sampaio – ARHCESMO-Associação Regional dos Hoteleiros da Costa do Estoril, Sintra, Mafra e Oeiras

 

 

 “Cumpre investir nos profissionais da restauração, através de formação na receção e aconselhamento ao turista. Tem que existir por parte dos empresários da restauração uma motivação permanente dos empregados de mesa.”

“Importa apostar nas tecnologias, mas sem esquecer as pessoas. O equilíbrio entra o real e o virtual é essencial para não se perder a qualidade.”

Manuel Valadas – Consultor em Turismo

 

“Importa promover o diálogo com as populações locais com vista à diminuição da sua rejeição ao turismo na cidade de Lisboa.”

“Que estratégia há para articular com instrumentos/planeamento de gestão urbana uma vez que o turismo se concentra em Alfama, Belém e Baixa para esses sítios?”

“O Brasil e China são potências em crescimento no turismo – importa também auscultar estes mercados, por exemplo, através do alargamento dos focus group àqueles mercados.”

José Sanchez – Arquiteto

 

“Dever-se-á alargar os financiamentos do Portugal 2020 às unidades hoteleiras de 3 e 4 estrelas e não incluir apenas as de 5 estrelas.”

“É importante não esquecer o enfraquecimento dos setores do MICE e Corporate no turismo.”

“É preciso perceber a opinião de quem compra os produtos para perceber o que devemos fazer e como.”

“Importa chamar a participar/auscultar quem nos compra os produtos turísticos.”

“As associações, o Turismo de Portugal e o Governo devem unir-se para uma estratégia que seja efetivamente adotada. Deve haver consolidação das estratégias.”

João Manuel Pinto – Hotel Mundial

 

“Importa apostar na autenticidade e diferenciação e na reabilitação urbana com boas acessibilidades. Aposta na estabilidade das políticas é fundamental para o desenvolvimento.”

“Ouvem-se muitos turistas a criticarem o sistema de transportes da cidade de Lisboa (especialmente elétrico). Falta adaptação dos transportes nas linhas mais turísticas, designadamente, aumentando a frequência de carruagens. Veja-se o caso do elétrico 15.”

“Deve-se apostar não na desconcentração, mas na cooperação para apresentar o país no melhor que tem no seu todo, em cada uma das regiões. Em cada «fronteira» ou porta de entrada deve existir um package Portugal.”

Pedro Sant'Ana – Be Fantastic

 

“Importa apostar no alargamento/expansão do Aeroporto de Lisboa, em contraponto à solução Lisboa + Montijo. Deve-se pensar nesse aeroporto como um verdadeiro hub.”

Carlos Mota – Ex-Agente de Viagens, docente universitário

 

“É necessário apostar no ordenamento citadino em geral, na utilização de plataformas digitais, na divulgação e promoção digital do destino e na oferta integrada entre municípios.”

“A mobilidade nas cidades é uma preocupação.”

João Tarrana – APECATE

 

“É necessário apostar na personalização do turismo. O programa da primeira visita é muito standarizado, mas depois não se sabe o que fazer para atrair uma segunda e terceira visitas e com maior permanência.”

“Cumpre fidelizar os turistas, através da inquirição à motivação da visita. Importa desenvolver o microturismo – o que faz fidelizar o turista. Nas estatísticas as questões qualitativas não estão a ser devidamente exploradas – a questão-chave aqui é qual é a verdadeira motivação da viagem?”

“É necessária uma maior integração e colaboração/cooperação entre todos os agentes turísticos.”

Eduardo Miranda – Presidente da ALEP – Associação de Alojamento Local em Portugal

 

“Deve-se promover o rejuvenescimento dos profissionais do setor do turismo, na promoção internacional sob o "chapéu" de Portugal e na intermobilidade nos transportes.”

“Importa obter novas rotas aéreas para diversificar mercados e olhar para outros mercados de forma a alcançar outros tipos de turismo como o turismo de compras.”

“Importa também repensar a necessidade de requalificação hoteleira.”

Maria João Martins – Gestora de Projeto, AHP

 

“Em relação ao desafio simplificação importa ter presente que a incerteza quanto ao alojamento local tem na sua génese uma falta de regulação quanto à sua segurança. Neste segmento, as questões da segurança podem provocar danos reputacionais que se refletem em toda a hotelaria e mesmo em todo o destino. É também necessário que essa regulação traga alguma paridade fiscal para com a restante oferta hoteleira.”

José Marto – Hotel Marquês de Pombal

 

Fotos da Sessão:

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